Gilson Becker
Presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco)
Falar sobre tabaco é falar sobre desenvolvimento humano, social e econômico em mais de 500 municípios brasileiros. São localidades que, muitas vezes, têm na produção e no processamento do tabaco a principal fonte de renda, geração de empregos e arrecadação pública. A atividade, que começa nas pequenas propriedades, se conecta diretamente à indústria e sustenta milhares de famílias, além de movimentar o comércio e os serviços urbanos.
A força dessa cadeia produtiva está na sua capacidade de integração. Cada safra envolve agricultores, técnicos, transportadores, processadores e uma rede de serviços que se beneficia diretamente dessa engrenagem. No campo, o tabaco assegura renda, acesso à tecnologia e às condições para que as famílias permaneçam no meio rural com dignidade. Nas cidades, garante dinamismo ao comércio, estabilidade às receitas públicas e recursos para saúde, educação e infraestrutura. É essa base sólida que explica porque tantos municípios dependem diretamente dessa cultura para manter seu equilíbrio econômico e social.
O tabaco não se limita a ser um produto agrícola, trata-se de uma atividade é acompanhada de orientação técnica, práticas reconhecidas de preservação ambiental e iniciativas que geram impacto positivo no meio rural. Ao mesmo tempo, o processamento industrial oferece milhares de empregos formais, movimentando a economia regional em diferentes níveis; promove como nenhuma outra a proximidade entre todos os elos envolvidos no processo. Isso faz da cadeia produtiva um ecossistema completo, que vai além da lavoura, conectando famílias agricultoras, empresas e comunidades inteiras em um círculo virtuoso de prosperidade.
Com o envolvimento de agricultores, indústrias e entidades representativas, a cadeia do tabaco segue mostrando resiliência e relevância. Adaptada às mudanças de mercado, comprometida com práticas sustentáveis e com olhar atento ao futuro, ela é responsável por garantir oportunidades e dignidade a milhares de famílias. O tabaco é, e continuará sendo, essencial para a vida das comunidades, para a sustentabilidade dos municípios e para o desenvolvimento do Sul do Brasil.