Amprotabaco reforça defesa do setor em audiência em Santa Catarina

Presidente da Amprotabaco representou os municípios produtores em encontro promovido pela Secretaria da Agricultura de Santa Catarina, que debateu estratégias para a COP-11 e legislação estadual em tramitação

Vera Cruz – A defesa da cadeia produtiva do tabaco voltou ao centro das discussões nesta quarta-feira, durante audiência pública virtual convocada pela Câmara Setorial do Tabaco, vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina. Representando os municípios produtores, o presidente da Associação dos Municípios Produtores de Tabaco (Amprotabaco), Gilson Becker, participou do encontro e reiterou a importância da articulação nacional e da união de esforços diante dos riscos impostos pela COP-11, que ocorrerá em novembro, na Suíça.

Durante a reunião virtual, foram abordados os impactos potenciais da 11ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (COP-11), que pretende avançar em diretrizes restritivas sem diálogo com os países produtores. A reunião também tratou do Projeto de Lei 10/2023, que tramita na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e propõe diretrizes para classificação do tabaco na propriedade rural. Gilson destacou que as decisões da COP-11 extrapolam o debate sanitário e interferem diretamente no sustento de milhares de famílias rurais nos três estados do Sul. “Não é apenas um debate técnico, é um movimento com impactos sociais profundos. Nosso papel é dar voz aos produtores e mostrar que essa cadeia é feita por gente que trabalha e precisa de respeito”, pontua.

O presidente da Amprotabaco ressalta ainda a importância de que o Brasil defenda, em nível internacional, a realidade dos territórios produtores, evitando posturas radicais que prejudiquem o setor. Segundo ele, é preciso que o país exerça seu papel com soberania e responsabilidade. “A representação brasileira na COP precisa estar alinhada com a nossa realidade. É inadmissível que se ignore a força econômica, social e ambiental do tabaco para as regiões produtoras”, afirma.

Becker reforça também o compromisso da Amprotabaco em continuar mobilizando lideranças, prefeitos e parlamentares para garantir que o tema seja tratado com responsabilidade e equilíbrio. A entidade seguirá atuando para que os municípios produtores sejam ouvidos nos espaços onde as decisões são tomadas e continuará articulando ações institucionais em defesa da cadeia produtiva.

Mobilização ativa

O presidente da Amprotabaco esteve também em Curitiba, onde cumpriu agenda de visitas e reuniões com parlamentares na Assembleia Legislativa do Paraná. A iniciativa integra a estratégia de mobilização para a COP-11, reforçando a atuação da entidade na construção de um posicionamento nacional sólido e na defesa constante dos interesses dos municípios e produtores que sustentam a cadeia do tabaco. “É necessário que se demonstre a unidade e a coesão do setor, para que o governo federal entenda a importância da cadeia produtiva do tabaco para o desenvolvimento dos mais de 500 municípios produtores no Sul do Brasil”, complementa.